terça-feira, 1 de novembro de 2011

Passeata na Cidade Universitária reuniu centenas nesta segunda-feira (31).
Protestos começaram na quinta (27), após prisão de alunos com maconha.

Estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) fizeram novo protesto nesta segunda-feira (31), pedindo a saída do reitor da instituição, João Grandino Rodas, bem como a revogação de um convênio assinado com a Polícia Militar para intensificar as rondas na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital. Eles chegaram a fechar uma rua ao lado da universidade.

Os protestos começaram na quinta-feira (27), quando três alunos foram flagrados pela PM com maconha. Colegas de faculdade tentaram impedir que eles fossem levados para a delegacia, onde, posteriormente, assinaram termo circunstanciado por porte da droga.

Quando finalmente os alunos eram levados, centenas de estudantes cercaram os carros das polícias Civil e Militar e tentaram impedir sua saída. Houve bate-boca e o confronto começou quando um cavalete foi jogado sobre os PMs. Enquanto a polícia usava cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo, os manifestantes jogavam pedras. Seis veículos policiais foram depredados. Os alunos, então, invadiram o edifício da administração da FFLCH. Na tarde desta terça-feira (1º), está prevista nova assembleia dos estudantes para decidir se continuam ou não com o movimento.

A assessoria de imprensa da USP diz que o reitor João Grandino Rodas não tem competência para ordenar a retirada da Polícia Militar da Cidade Universitária. Segundo a assessoria, a decisão de firmar um convênio com a PM para aumentar o policiamento no campus foi tomada pelo Conselho Gestor da USP, presidido pelo diretor de uma das unidades e composto por representantes de todas as unidades presentes no espaço, além de representantes de professores, funcionários e estudantes.

Ainda de acordo com a assessoria, a reitoria não decidiu a estratégia para lidar com a ocupação do edifício pelos estudantes. Mas a decisão de pedir ou não na Justiça a reintegração de posse do prédio administrativo da FFLCH compete à diretora da unidade, Sandra Margarida Nitrini.

Em maio, integrantes do conselho pediram a nova medida como reação à morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, ocorrida na noite de 18 de maio. O jovem foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.

A decisão do conselho foi aprovada por ampla maioria, com apenas um voto contra, o do representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE).


Nenhum comentário: