janeiro 22, 2015

Delegacia de Homicídios vai tomar depoimento do BBB Luan Patrício no Projac

Participante assumiu no reality a autoria de homicídio na época em que servia o Exército.

O BBB15 mal começou, e a primeira grande polêmica do programa já ganhou repercussão na "vida real".

Logo em sua primeira madrugada dentro do confinamento, o brother Luan Patricio, de 23 anos, contou os detalhes de sua participação em uma operação de ocupação no Complexo do Morro do Alemão, ocorrida em 2010, que teria resultado na morte de um rapaz.

Luan, que servia o Exército na época, afirmou que matou um jovem que estava armado. Durante a conversa na madrugada do dia 21, ele chegou a imitar o som do disparo e disse que o tiro que deu "rasgou a cabeça dele e a caixa d'água".
Por assumir a autoria do homicídio, o participante será ouvido pela polícia em breve.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro, uma equipe da Divisão de Homicídios da Capital (DH) deve ir nos próximos dias ao Projac, sede da Rede Globo no Rio, para tomar o depoimento do ex-militar.

A nossa Liberdade - Gen Bda Paulo Chagas

Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças.
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “micoondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?
Gen Bda Paulo Chagas

janeiro 18, 2015

Condenado por tráfico na Indonésia, brasileiro Marco Archer é executado


Marco Archer dentro da cadeia na Indonésia (Foto: Rogério Paez / Arquivo pessoal)
Instrutor de voo livre foi morto por pelotão de fuzilamento em prisão.

No país asiático, tráfico de drogas tem pena capital.

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na madrugada deste domingo (18) na Indonésia– 15h31 deste sábado (17), pelo horário de Brasília. O método de execução de condenados à pena de morte no país é o fuzilamento.
O instrutor de voo livre havia sido preso em 2004, ao tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de morte.
Além do brasileiro, foram executados na ilha de Nusakambangan, Ang Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi; Daniel Enemuo, nigeriano, e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de Java.
A presidente Dilma Rousseff divulgou nota em que disse estar “consternada e indignada”com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia. O embaixador do Brasil em Jacarta, segundo a nota, será chamado para consultas.
Na linguagem diplomática, chamar um embaixador para consultas representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Na sexta-feira, a presidente Dilma fez um apelo por telefone ao governante da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida de Archer, mas não foi atendida. Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”, segundo nota da Presidência.

Outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia deve ser fuzilado em fevereiro


Rodrigo Gularte foi preso em 2004 ao tentar entrar no país com cocaína em pranchas.


Após executar o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, a Indonésia deve executar neste ano mais um brasileiro pelo crime de tráfico de drogas. Rodrigo Gularte, de 42 anos, que está no corredor da morte há cerca de dez anos, tem seu fuzilamento previsto para fevereiro.
Gularte foi preso em 2004 por tentar entrar no país com 6 kg de cocaína. Ele usou oito pranchas de surfe para esconder 12 pacotes da droga.
O brasileiro estava a caminho da ilha de Bali, acompanhado de dois amigos, mas assumiu sozinho a autoria do crime de tráfico internacional de drogas.
Em entrevista neste sábado (17) à emissora GloboNews, a mãe do condenado, Clarisse Gularte, afirmou que seu filho sofre de problemas mentais. Segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo, uma familiar do brasileiro vai entregar nos próximos dias às autoridades indonésias um laudo médico que atesta um quadro de esquizofrenia em Gularte.
O ministro da Justiça da Indonésia, Heru Prasetyo, disse na sexta-feira (16) que as execuções planejadas para este domingo mostram que o país não vai ceder na guerra contra as drogas.
Ele explicou que a execução de domingo seria a primeira do ano, disse que haveria ainda um segundo grupo de executados em 2015 (no qual se encontra Gularte) e que isso aconteceria provavelmente em fevereiro.
A única forma de reverter a execução da pena de morte na Indonésia, após a condenação pela Justiça, é por meio do perdão presidencial. Este recurso, no entanto, dificilmente será adotado pelo atual presidente, Joko Widodo. Ele assumiu o poder em outubro passado com uma plataforma política em que o rigor no combate ao crime fazia parte das promessas de campanha.
Na sexta-feira (16), após uma semana de tentativas, Dilma conseguiu falar por telefone com Widodo para fazer um apelo pessoal pelas vidas de Archer e Gulart, mas o pedido foi negado.
Segundo um comunicado do Palácio do Planalto, o presidente indonésio disse que não poderia comutar a sentença de Moreira e Gularte, porque "todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia, e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal".
Tentativas de ao menos adiar a execução foram feitas também pela Anistia Internacional, mas os planos esbarraram no apoio popular à pena de morte para traficantes entre a população da Indonésia, que é de maioria muçulmana.
Após o fuzilamento de Moreira, a presidente Dilma emitiu comunicado se dizendo ‘indignada’ com a execução. Ela convocou o embaixador brasileiro em Jacarta para consultas, uma atitude que é interpretada como um abalo das relações diplomáticas.
Segundo levantamento da Anistia Internacional, há 160 pessoas no corredor da morte na Indonésia, dos quais 63 são estrangeiros de 18 países.
Além de indonésios e do brasileiro, há condenados da Austrália, China, Estados Unidos, França, Gana, Holanda, Indonésia, Índia, Irã, Malásia, Nepal, Nigéria, Paquistão, Serra Leoa, Tailândia, Vietnã e Zimbábue.
As principais condenações foram por homicídio, terrorismo e, no caso dos estrangeiros, quase todas por tráfico de drogas.
As execuções por pena de morte, que não eram realizadas desde 2008, voltaram a acontecer no país em 2013, quando cinco condenados foram executados. Em 2014, não houve execuções.
De acordo com o último levantamento do Itamaraty, havia 3.209 brasileiros presos no exterior até o fim de 2013.